8 de novembro de 2005

Que cada um de nós, se não teve ainda, terá como parte de sua vida a desgostosa sensação de ter amado em vão, é uma grande verdade. Uma sensação de desperdício de si assombra-lhe por muito tempo.
Até você descobrir que, não fosse aquilo, hoje você não seria a mesma pessoa. Sente que deixou lá no passado uma ingenuidade que você já não tem, tampouco terá novamente. Curioso é descobrir que mesmo tendo passado momentos de inigualável comiseração e podridão de espírito, o tempo passa...
...E é aí que vem a parte boa!
Você não perdeu a capacidade de amar!
Isso mesmo, o desamor não extingue o amor.
Acorda para si mesmo e passa a se ver através dos olhos daqueles que te admiram. Pessoas que também estavam ali quando você, na podridão, não via nada além da sua própria imagem exaurida.
Mas agora você acordou! E descobriu que você é querido por muitos! Descobre que os que não te querem bem, constituem uma "mínima minoria"!
É quando você passa a se amar, e assim passa a estar apto a que alguém te ame.
E não demora muito isso acontece, pois você, que não perdeu a capacidade de amar, vai.
Arranca o paletó do medo e da desconfiança e ama!
Ama sem medo!

Márcio Teixeira Rocha

08/11/2005

Nenhum comentário: